Categoria: Sao-paulo-facts

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Já faz um mês que tou morando aqui, e posso dizer que tou gostando. E não é só porque é novidade isso pra mim.
É praticamente uma vida nova, um recomeço. Mesmo sem nem ter começado antes.

Pra quem só se preocupava se teria cd pra gravar as besteiras que baixava da internet, ou se teria dinheiro pra comprar café, eu agora tenho muitas outras coisas pra me preocupar, como por exemplo, se tem dvd pra gravar as besteiras que eu (ainda) baixo da internet e se terei dinheiro pra comprar pão e café.

Uma das novidades aqui é que tem banco perto de casa. Acho que nunca nem sonhei com isso, em sair de casa e chegar no banco, indo a pé. E tem pelo menos três mercados diferentes, onde todos aceitam cartão e os atendentes trabalham usando as duas mãos (ao invés de reservar uma só pra segurar a cuia de chimarrão).
E açougue. Tem um açougue aqui na frente. Tá, o nome é meio subjetivo, ou seria considerado lá no sul, mas aqui parece que ninguém dá bola. Ou respeitam a opção do dono.

Mas como bom chato que sou, eu fico um bom tempo prestando atenção em coisinhas inúteis, como por exemplo os telefones públicos. Eles colocam os orelhões bem no meio da calçada, então quando a gente tá caminhando poraí, tem que se desviar deles. E alguns postes de luz também são assim, mas isso não é problema. O que eu não me conformo é com os carros estacionados na esquina, em uma das ruas principais daqui de São Caetano, mas tudo bem. Eu não dirijo poraqui mesmo.

E as lombas. Ou subidas. Pra todo lugar que se vai, tem que subir uma rua. Pra ir no mercado, por exemplo, a gente sai de casa, desce um pouco e começa a subir. E pra voltar, tem que continuar subindo. Até agora não entendi muito bem isso.
Por algum estranho motivo, o lugar onde se quer ir é sempre mais alto do que o lugar onde se está agora.

Eu comecei a escrever isso há duas semanas atrás, porque tá meio ruim de achar tempo livre pra escrever aqui. E agora não sei como continuar.
Então vou falar da nossa visita à Prara.. Parapa... Pira...

PA-RA-NA-PIA-CA-BA!

Ô nomezinho difícil, hein? Gostaria de saber de onde essa gente tira esses nomes, como esse, ou Piraporinha, Itaquaquecetuba, e coisas assim.

Ah, e só pra constar: eu tenho mais preocupações sim, aquilo ali foi só uma piada sem graça, pra mostrar que esse costume eu não perdi.
Eu acho...


Continuando com a saga de dar nomes esquisitos pra lugares onde eu fui, no final de semana passado fomos à Mongaguá, no litoral de SP.

Mongaguá é uma cidade pequena, uma daquelas cidadezinhas que giram em torno da praia (embora a praia fique ao longo da cidade, logo é impossível que a cidade fique em torno da praia, mas deu pra entender). Lá tem uma feira no centro, à noite, onde os turistas são extorquidos pelos nativos da região. Nessa feira, a gente encontra coisas típicas dos nativos da região, como bijouterias, algumas comidas típicas (como pastel, churros e pizza), e pequenos eletrônicos baratos.

Os ônibus de Mongaguá são um híbrido entre os bondes antigos, que andavam com  um cara dependurado na porta cobrando a passagem, e que também grita para as pessoas nas paradas qual o destino do ônibus, embora tenha aquela placa enorme na frente dizendo qual o destino.

Ao contrário da vez em que fomos pra Paranapiacaba, dessa vez eu inventei intencionalmente  esse nome esquisito, e enquanto estávamos lá, eu pensei que, apesar de esquisito, seria uma boa se a cidade decidisse trocar o nome de Mongaguá pra Morungaba, pois, além de ser mais fácil de pronunciar, isso livraria as pessoas de ter lojas com o nome de 'Mongabeach' e 'Mongás'.

Talvez eles até tenham pensado em trocar de nome, mas acontece que já existe outra cidade com esse nome, o que prova que eu não sou o único cara com mau-gosto para nomes.