Categoria: Facanhas

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Sábado.
Dia de ir no mercado.

Tava passando na frente da locadora, e um cartaz me chamou a atenção. Bom, na verdade foi o titulo do filme que me fez pensar. "O bom filho à casa torna".
"Torna"?
Eu nunca tinha parado pra pensar nessa palavra. Torna. Cheguei até a pensar que talvez fosse um erro, mas não é. Torna deve ser metade de Retorna.
Então, o bom filho sai de casa, mas à casa torna.
E quando ele retorna, o que acontece? Ele volta pra onde ele tinha ido, quando saiu de casa? Já que no torna ele voltou, o retorna teria que ser a volta da volta. Daí seria um mau filho, ou é porque acabou as férias e ele teve que tornar aonde ele tinha ido, quando saiu de casa?

É, eu tava com fome.

Na fila do mercado, tinha uma guria na minha frente, preocupada, conferindo o troco. Pagou as compras, contou o troco umas duas vezes, e saiu.
Mas esqueceu as compras. Isso foi pior do que eu, nas Americanas, semana passada, e..
..acho que eu não contei disso.

Bueno, há umas duas semanas, ou semana passada, seilá. Eu desci no centro, depois do trabalho, e passei no banco pra saquear uns trocos. Pra não depender só de passagem de ônibus. Só que nos caixas eles não dão notas abaixo de 20 (o pessoal deve ter cansado daquela piada da D-20), daí saí do caixa pensando no que comprar,pra ter trocado pro ônibus. Entrei na Americanas e zanzei um bom tempo por lá, ouvindo música bem alto no fone. Praticamente tava em outro planeta.
Peguei  um pacote de dvds pra gravar, paguei, esperei a nota, e saí da loja. Com o fone no volume alto. Quando tava há umas quatro lojas de distância de onde tinha saído, senti alguém tocar no meu ombro.
Era um dos caras da loja. Eu tinha esquecido o troco. O motivo de eu ter passado na loja...

Mas tudo bem, já fiz tapadices maiores do que essa. Imensamente maiores. E com certeza vou fazer muitas outras, ainda.

Quando eu vinha descendo de volta do mercado, pensei em outra coisa, mas agora não lembro mais. Provavelmente era algo bem mais engraçado & informativo do que isso que acabei de escrever.

Ah! antes eu tava jogando Land of Dead pela internet,quando o meu cebolar, o novo, que não é bem meu, toca. É uma mulher, perguntando pela antiga dona do celular. Eu digo que esse celular agora é meu, e passo o numero do chefe,que pode informar pra ela o número novo. Só que eu tava jogando com o volume do som bem alto, então acho que ela ouviu os tiros, os ganidos dos zumbis, etc, etc.

Não,não era isso. Mas agora já foi.


Faz algum tempo que eu percebi que tenho umas idéias meio estranhas, de vez em quando. A maioria delas é besta demais e não faz sentido nenhum, e a outra maioria é totalmente besta e continua não fazendo sentido nenhum.

E eu vivia normalmente com isso, até ver essa notícia.

'Na série Multiplicity ("Multiplicidade", em tradução livre), ela se fotografa em diversas posições no mesmo cenário, criando um efeito de clonagem.'

Mas isso é exatamente aquela  mesma coisa que eu fiz, tirando duas fotos minhas e juntando elas. Obviamente que as dela ficaram melhores do que as minhas, porque ela tem uma máquina digital, porque ela tem cenários melhores do que o meu (antigo) quarto, e porque ela tem um pseudônimo legal. Mas a idéia é a mesma.

Só falta alguém escrever um livro sobre um cara que ouve vozes e faz coisas estranhas...


Ontem à noite, estava eu preparando um rango pra preencher o vazio existencial que me acomete após chegar em casa, toda noite.

Eu tava fritando uma carne, ou pelo menos tentando. Coloquei ela na frigideira, botei sal, sazon e um pouco de vinagre.

Depois de um tempo, eu tirei ela da frigideira, botei num prato e cortei, pra ver se tava cozida por dentro. Como não tava, botei de novo na frigideira.

Logo que devolvi pra frigideira, o óleo que ainda tinha ali começou a chiar, e quando eu vi, levantou uma labareda do meu bife. Subiu até maizoumenos a altura do meu rosto, que por sorte, não tava no caminho. Mas não ficou queimando, só subiu aquela chama e apagou no ar.

Isso foi mais legal do que deixar o grão de pipoca em cima da boca do fogão, pra ver ela estourando em tempo real.


- Aí, eu saí tarde do trabalho, e fui correndo pra chegar logo em casa, mas por causa da pressa, acabei perdendo a carteira de motorista.

-Como? te pegaram na sinaleira, ou em uma blitz?

-Não, eu não tava dirigindo. Tenho a carteira de motorista mas a última vez que dirigi um carro foi há uns 3 ou 4 anos.

-Então perdeu como?

-Eu tava correndo pra chegar logo na parada, aí a mochila abriu e caiu um livro, e a minha carteira. Dentro da carteira tava a carteira de motorista, e 50 pilas da Vanessa... ou seja, eu sou o primeiro ser-humano que perde a carteira de motorista por correr à pé.


Quando trabalhava estagiava na Alisul, no CPD (centro de perda de dados), também fiz várias coisas das quais não me orgulho muito, mas que foram engraçadas, ou pelo menos são agora, quando lembro delas.

Certa vez, eles tinham comprado uma impressora enorme, que imprimia, escaneava, passava fax, fotocópia, acessava a rede e servia cafezinho. Acho que custava mais que um carro aquela impressora. Ela tinha entrada usb, entrada serial, de rede, etc. E lá fui eu tentar ligar a tal da impressora, só que não funcionava de jeito nenhum. Depois de muito quebrar a cabeça, chamei o colega, que descobriu que eu tinha ligado o cabo de rede na porta usb...

Teve a vez do toner. Eu nunca tinha trocado um toner de impressora antes, e me mandaram fazer isso, lá no último depósito no fim da empresa. No caminho, fui olhando aquele negócio, quando vi uma fitinha com uma ponta amarela, eu acho. E o que a gente faz quando vê uma fitinha? Ora, a gente puxa. E eu puxei a bendita fita, mas não era pra puxar, e também não dava pra pôr de volta. Tive sorte de não ter puxado muito,  e o toner serviu na impressora mesmo assim, mas imagina o desespero de estragar aquele negócio que devia custar mais do que o meu salário...

Outra vez, logo que entrei e não conhecia quase ninguém lá, me mandaram levar um cara que estava instalando um sistema de segurança na sala do Fulano (não lembro o nome dele). Só que o detalhe, é que eu não conhecia o Fulano ainda, e mal sabia onde era a sala dele. Quando cheguei na sala, tinha umas 4 pessoas que eu não conhecia, e nem sabia se o Fulano estava ali, apenas deduzi que tava porque me disseram que aquela era a sala dele. Aí nós entramos na sala, e eu falei, olhando pra todo mundo, que aquele era o Cicrano do sistema de segurança e que precisava instalar o programa no computador pra monitorar as câmeras. Por sorte,  o Fulano levantou do computador e se apresentou pro Cicrano... imagino o que teria acontecido se o Fulano não estivesse na sala, ninguém ia entender nada, muito menos eu...

A história das fontes queimadas não tem muita graça. Foi só que eu peguei um micro pra formatar, e na hora de ligar ele na fonte de luz da bancada, peguei o cabo que estava ligado na rede 220 e liguei na fonte que era 110, o que fez a fonte estourar e o CPD ficar cheio de fumaça e cheiro de queimado. Duas vezes.

Teve também da colega que me chamou porque o micro dela tava fazendo um barulho estranho. Ela ligou no cpd, e como eu disse, falou que o computador dela tava fazendo um barulho estranho. Aí eu disse que já passava na sala dela pra olhar, e desliguei, mas como eu sempre fui péssimo com o tal de telefone, esqueci de perguntar quem era, e não reconheci pela voz. E aí, como saber quem era? Daí, eu fui andando pelo corredor, bem devagarinho, sem fazer barulho, pra ver se ouvia algum barulho diferente, e no fim consegui ouvir o barulho de um cooler que estava batendo em algum cabo dentro do gabinete.